Com uma pegada de literatura fantástica clássica o “humilde” Caio Thomas avisa de imediato que suas influências para esta coletânea é o Universo surreal de H.P Lovecraft, mas principalmente pela escrita rápida de Neil Gaiman e a ousadia de Stephen King.

Não acho que ele seja prepotente, mais confesso que algumas histórias me senti lendo um roteiro de quadrinhos, tirem suas próprias conclusões porque confesso este foi o único trabalho que conheço deste rapaz.

São 9 contos que não possuem ligação, alguns muito bem construídos e outros filers tentarei evitar spoiler, são estes os contos:

  • Devoção
  • Pária
  • As Bonecas da Senzala
  • O Julgamento do Anjo
  • Suspensa em Ares Finos
  • O Velho e a Ave
  • A Habitante Mais Velha de Dale
  • Acima dos Cervos
  • Madame Conselheira
  • A Casa Quebrada

Algumas histórias são bem genéricas e esquecíveis, porém outras chamaram mais minha atenção como O Julgamento do Anjo e A Casa Quebrada, o que mais me intriga é que a falta de detalhamento para criar uma tenção de suspense pode fazer de imediato um leitor mais curioso desistir do livro e ele têm potencial, principalmente para quem gosta de histórias curtas e que dão brechas para que a sua imaginação desfeche ou seja não é para os fãs de terror atual, pelo que percebo a grande maioria não curte muito ter de terminar a história para o autor, vale a interação e a vontade de fazer algo parecido com as obras de grandes autores afinal Lovecraft éra mestre em contos curtos e perturbadores, mais ainda não me convenceu, o que não quer dizer que é ruim, é uma questão de gosto pessoal apenas, quando leio algo de um novo autor sempre procuro pela personalidade dele e não senti muito isto, com certeza leria outro livro do Caio, ele deve só se encontrar né.

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